quinta-feira, 30 de maio de 2024

Verso

Meu verso, teu inverso
Meu avesso, teu apreço
Tudo tem seu preço
Até mesmo teu desprezo
Teu descaso e o acaso
Um mero preso, ou um escravo
Um detento qualquer da solidão

Comunhão?!

Hoje é mais fácil ouvir um não,
Do que estudar qualquer lição.
E, a cada aula, uma nova sentença.
Em cada sol, uma desavença.
Em todo brilho, a escuridão,
E no amor, desilusão.

Discórdia!

E o mundo implorando misericórdia!
Chorando não o leite, mas sim o sangue
Desde um mangue, ao deserto
De tua casa ao mar aberto
Na tua rua a iminência
Toda nua sem consciência

É ela a morte? Ou seria sorte?

(Douglas Maran)

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